Dicas de Viagem

Sem dor de cabeça internacional: entenda o que é e quando usar o seguro viagem

Os preparativos de viagem podem tomar uma boa parte do tempo, não é? Preocupação com a cotação de moedas, escolher local de hospedagem, alerta para diminuição de preço da passagem, fazer o roteiro de viagens… todos esses itens são básicos e vale a pena investir no planejamento para fugir de situações inesperadas e desagradáveis. E é justamente para evitar imprevistos de proporções internacionais que vale a pena investir em um bom seguro viagem. 

Mas o que é esse tipo de seguro? É algo obrigatório para se ter no checklist de viagem? É a mesma coisa de seguro saúde? Todo país pede seguro viagem? Existe mais de um tipo de seguro viagem? Será que ele não é um custo extra dispensável? 

Pois é, são muitas perguntas sobre seguro viagem, e todas elas são importantes. Adiantando uma das respostas: não, o seguro viagem internacional não é um gasto desnecessário. Correr o risco de sair do Brasil sem ter a devida cobertura do seguro é o famoso “barato que sai caro”. 

Vamos entender mais sobre o seguro viagem? 

O que é o seguro viagem? 

A definição é bem literal: trata-se de um seguro que oferece cobertura e suporte em situações desagradáveis envolvendo sua saúde ou seus bens pessoais durante a temporada em que você estiver fora do seu país de origem. 

Mala extraviada ou danificada? Existem coberturas de seguradoras que oferecem apoio financeiro enquanto a companhia aérea busca resolver a situação da sua bagagem. 

Precisa de ajuda médica de urgência? Pode ir pro hospital porque você tem cobertura e o direito de receber atendimento. 

Voo cancelado? Sua apólice de seguro viagem pode contemplar apoio para pagar parte da hospedagem ou uma nova passagem. 

Os serviços oferecidos variam de acordo com a cobertura e o seguro contratado, mas esses exemplos dão uma ideia do que você pode esperar do seguro viagem. 

Existe diferença entre seguro viagem e seguro saúde?

Talvez você já tenha ouvido falar desse outro termo, o seguro saúde. E, sim, há uma diferença entre os dois tipos. 

O seguro saúde presta serviços exclusivamente voltados para a saúde da pessoa viajante – ou seja, cobre gastos somente relacionados com atendimento médico, remédios, exames etc. 

Já o seguro viagem oferece assistência tanto relacionada à assuntos de saúde quanto a problemas envolvendo bens materiais ou serviços da viagem – hospedagem, passagens, bagagens, assistência jurídica etc.

Via de regra, no caso de viagens internacionais de turismo, sem dúvidas o seguro viagem é a melhor opção entre os dois

Existem situações em que o seguro saúde pode ser útil, como no caso de mudança (temporária ou não) para outro país. Mas é mais seguro confirmar essa informação no momento da contratação do seguro, e também pesquisar sobre como funciona o atendimento para pessoas estrangeiras no país de destino.

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O que exatamente o seguro viagem cobre? 

Vale a pena detalhar os serviços contemplados na maioria dos seguros de viagem. A assistência e o valor designado para cada um desses serviços pode variar de acordo com o tipo de viagem e a necessidade de quem está viajando. 

De forma geral, a apólice do seguro viagem contempla os seguintes itens: 

  • Atendimento médico; 
  • Acompanhante em caso de internação; 
  • Hospedagem após alta médica;
  • Regresso antecipado em caso de necessidade médica; 
  • Gastos com remédios e outras despesas farmacêuticas;
  • Mala extraviada ou danificada;
  • Assistência em caso de perda de passaporte;
  • Repatriação; 
  • Assistência com serviços funerários;
  • Remarcação de viagem em caso de cancelamentos de passagem. 

Outra informação importante é: para alguns países, existe um valor mínimo de seguro que deve ser contratado. 

É o caso dos que integram o Tratado de Schengen, para os quais o seguro viagem precisa ter uma cobertura de no mínimo € 30.000,00. 

Na América do Sul, temos países em que a cobertura mínima do seguro viagem é de US $40.000,00. 

O seguro viagem é obrigatório?

Resposta curta: em alguns países, sim. Em outros, não. 

Vale a pena viajar sem seguro viagem? Nossa resposta curta: se possível, não saia do Brasil sem um bom seguro viagem

Um dos argumentos usados pelas pessoas que não investem no seguro viagem é o fato de que, muitas vezes, ele nem é usado durante seu período fora do país. Há situações em que ele nem é cobrado pela pessoa oficial da imigração no aeroporto: sendo assim, qual o motivo para gastar dinheiro com isso? 

Diferentemente do Brasil, existem outros países no mundo em que o sistema de saúde não é gratuito. Nos Estados Unidos, por exemplo, o uso de uma ambulância pode variar entre US $700 e US $1.500,00. Um atendimento médico simples (de uma pessoa que precisa tomar glicose, por exemplo) pode chegar a US $1.000,00, incluindo o uso de uma ambulância. 

E aí, fez as contas de conversão? Pois é, o seguro viagem pode sair bem em conta do que esses gastos. 

Além disso, sair do país com o atendimento médico garantido ajuda a evitar gastos imprevistos durante o período fora do país. Se você se preocupa com planejamento financeiro, o seguro viagem ainda oferece mais essa vantagem. 

Países com obrigatoriedade do seguro viagem 

Esses locais não só condicionam a entrada de visitantes à contratação do seguro viagem, mas também podem ter outras especificidades (como é o caso de certas vacinas, não só as da covid-19). Vale muito a pena fazer uma conferência detalhada dessas exigências antes de viajar. 

Seguro viagem na Europa

No Velho Continente, a entrada em todos os países que integram o Tratado de Schengen só acontece com o seguro viagem. Vale lembrar que, embora alguns desses países não façam parte da União Europeia (como é o caso da Suíça), o fato de integrarem o Tratado torna o seguro obrigatório. 

A lista de países que integram o Tratado no continente europeu são: 

  • Alemanha
  • Áustria
  • Bélgica
  • Dinamarca
  • Eslováquia
  • Eslovênia
  • Espanha
  • Estônia
  • Finlândia
  • França
  • Grécia
  • Hungria
  • Islândia
  • Itália
  • Letônia
  • Liechtenstein
  • Lituânia
  • Luxemburgo
  • Malta
  • Noruega
  • Países Baixos/Holanda 
  • Polônia
  • Portugal
  • República Tcheca
  • Suécia
  • Suíça

Vamos falar mais sobre a obrigatoriedade do seguro viagem na América Latina e Central. 

Seguro viagem na América Latina 

Como resistir às maravilhas dos nossos vizinhos? Enquanto a gente incentiva a viagem pela América do Sul, o alerta é que não recomendamos tentar entrar nesses países sem o seguro viagem. Não só ter essa cobertura é algo obrigatório, mas algumas regiões têm outras especificidades. 

Essas diferenciações e exigências sanitárias extra podem ser relacionadas à vacinas (como da febre amarela), ter o esquema vacinal completo contra covid-19, ou mesmo resultados negativos de PCR feito pouco antes de entrar no país. 

Verifique com muita atenção quais as exigências de entrada dos países latino americanos por onde vai passar! 

Atualmente, o único país na América Central com a obrigatoriedade do seguro viagem é Cuba. Nos outros países integrantes do continente, não existe essa obrigatoriedade.

Falando nisso… 

Países em que o seguro viagem não é obrigatório 

Vamos falar sobre onde você não precisa de seguro viagem para conseguir entrar no país. Entram nessa lista:

  • América do Norte:
    • Estados Unidos e Canadá;
  • Oceania, sendo os mais populares:  
    • Austrália (a exceção do seguro viagem na Austrália é para o caso de pessoas que estejam viajando a estudos);
    • Nova Zelândia;
  • Países da América Central
    • Com a exceção de Cuba, como mencionado acima; 
    • Outros destinos populares, como Panamá, Guatemala, México, El Salvador, Jamaica e República Dominicana, não pedem o seguro viagem; 
  • A grande maioria dos países dos continentes africano e asitático

Vale lembrar que você pode precisar de outros documentos para conseguir entrar – no caso dos Estados Unidos, um visto norte-americano válido –, mas não de um seguro saúde. 

Porém, você pode ter que comprovar que tem dinheiro suficiente para usar na viagem e usar em caso de alguma emergência. 

Se for o caso, essa etapa provavelmente acontecerá na imigração do aeroporto. É nesse local que, antes de sair totalmente do local, uma pessoa oficial da Polícia (ou outro órgão do governo) faz uma entrevista com aquelas famosas perguntas: motivo da visita, quanto tempo vai ficar, onde vai ficar, se tem passagem de volta para casa, quem vai te receber… 

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Sobre as exceções à regra 

Talvez você conheça alguém que passou pela imigração e não teve que apresentar o seguro viagem, não usou os serviços contemplados na apólice durante sua estadia fora do país e, por isso, incentiva outras pessoas a não adquirirem o seguro. 

Esse tipo de situação pode sim acontecer. Afinal, a entrevista na imigração é uma caixinha de surpresas: sua entrevista pode acabar sendo com uma pessoa muito detalhista, minuciosa, e um pouco desconfiada. Nesse caso, é bem possível que você passe um tempo conversando pela cabine e mostrando comprovações de tudo. E o contrário também pode acontecer, tendo como resultado uma entrevista mais breve e sem tantos detalhes. 

Na dúvida, é melhor prevenir do que remediar. Por que arriscar um voo antecipado de volta para casa e os incômodos envolvendo remarcações da viagem que já estava planejada? 

E sobre não precisar usar as coberturas do seguro viagem enquanto estiver fora do país: considerando que as apólices de seguro garantem muitos serviços que se estendem não só para a área da saúde, mas também para seus bens materiais, o investimento continua valendo a pena. 

Afinal, só sabe a importância de poder contar com o seguro aquelas pessoas que já tiveram que lidar com a frustração de ter a mala extraviada e ter que tirar do bolso o dinheiro para bancar itens tão básicos como roupas… não recomendamos essa experiência frustrante! 

Como acionar o seguro em caso de necessidade?

Com um celular em mãos, o acesso ao seguro viagem não deve ser um problema. É bem comum que as seguradoras tenham apps nos quais o seguro contratado e a cobertura contemplada estejam a poucos toques de distância e disponíveis 24h/dia. Além disso, a possibilidade de fazer ligações e pedir a devida assistência é bem comum. 

Embora seja ótimo contar com essas comodidades, alguns cuidados ainda valem a pena. 

  • Certifique-se de ter uma cópia offline do seu seguro contratado em seu telefone. Caso você se encontre em uma situação sem dados móveis ou acesso à ligações, você tem como demonstrar que tem direito ao suporte necessário.  
    • Nesse sentido, vale também a pena ter uma cópia do seu passaporte disponibilizada offline no seu telefone também.
  • É comum que viajantes tenham uma cópia impressa do seguro contratado. Essa opção também funciona, contanto que seja fácil identificar que é um contrato oficial e quais serviços são contemplados. 
  • Independentemente do tipo de comprovação escolhida (impressa ou download no celular), faça o possível para ter essas documentações em inglês (que é reconhecidamente um idioma mundial) ou na mesma língua do país onde você está. 

Comunicação com o seguro fora do país de origem

Sabemos que nem sempre as pessoas que viajam para fora do país falam fluentemente o idioma do local para onde estão indo. E aí temos mais uma vantagem de contratar o seguro viagem dentro do país de origem: as pessoas que atenderem o telefone em caso de ligação vão falar seu idioma nativo. 

Isso significa que, no caso de alguma situação que torne necessário o acionamento do seguro, você vai ter uma coisa a menos com a qual se preocupar: vai poder se comunicar no seu idioma nativo e receber as devidas orientações de como resolver aquele caso com uma pessoa profissional, que sabe quais direitos e benefícios você tem a seu favor para resolver o problema. 

Saí do Brasil sem seguro viagem; e agora? 

Digamos que você acabou de desembarcar do avião. Cumprindo o protocolo, vai direto para a fila da imigração, onde vai passar pela famosa entrevista. Você deu a sorte (ou azar, a depender da situação) de ser uma das pessoas que será entrevistada por um oficial muito detalhista, que faz várias perguntas e pede comprovação de todas as suas respostas. 

E nesta situação, você não tem um seguro viagem para apresentar. O que acontece? 

Bem, sua entrada será barrada e os oficiais da imigração vão fazer uma entrevista mais detalhada sobre sua situação. Essa conversa normalmente acontece dentro do aeroporto, em um ambiente específico para isso. 

O parecer final do governo estrangeiro pode demorar até 48h (atenção: se o período final passar disso, pode configurar abuso de autoridade). A decisão de permitir ou não a entrada de uma pessoa turista é soberana: caso você não obtenha a permissão para seguir com sua viagem, receberá orientações para retornar para o Brasil. 

Caso já tenha pago hospedagem para seu período fora do Brasil e passagem de volta em uma data diferente, precisará lidar com o processo de pedido de reembolso – o que já é uma dor de cabeça por si só. 

Saiba os seus direitos em caso de entrada interditada

É sempre importante saber sobre esse processo porque, em caso de algum tipo de abuso ou situação desagradável, é importante entrar em contato com o Ministério das Relações Exteriores. A entidade oferece um Núcleo de Assistência aos Brasileiros que pode intervir em casos mais extremos. No site oficial do Ministério é possível obter todos os dados de contato. 

Existe mais de um seguro viagem? 

Se tem viagem para todos os gostos, é claro que o seguro viagem tem que oferecer várias opções também!

O que considerar na hora de contratar um seguro? Bom, isso depende do tipo de viagem que você vai ter e qual a situação das pessoas com quem você vai viajar. 

Crianças e idosos podem precisar de atendimento diferenciado devido à questões de saúde e atendimento médico – já que é preciso a assistência de geriatras ou pediatras. Sendo assim, é bom ter essa especificidade contemplada no seguro. 

Pretende fazer uma viagem que contempla atividades mais radicais e prática de esportes que podem gerar algum tipo de lesão? Esse é bem o caso de quem vai em busca de experiências em locais com neve, mar, escalada… bom, saiba que é importante ter um seguro de viagem que inclui o devido atendimento em caso de lesão ou necessidade de atendimento devido à uma aventura na natureza. 

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Uma pessoa que for passar uma temporada fora do Brasil para estudar precisa ter o mesmo cuidado na contratação do seguro viagem que a pessoa que vai viajar a lazer, só para fins de turismo. A cobertura é bem parecida, com a pequena diferença de, normalmente, o visto de estudante ter duração prolongada.

Viajantes que estejam fora do país enquanto estão grávidas também precisam de cuidados especiais. Algumas seguradoras têm restrição na cobertura do seguro até determinada semana da gestação, ou mesmo deixam de oferecer serviços se a gravidez for considerada geriátrica ou de risco. Atenção a esses detalhes é essencial durante a contratação da apólice de seguro. 

Se estiver viajando internacionalmente com pessoas com deficiência, atente-se para especificidades que podem ser contratadas na hora de fechar o seguro – como, por exemplo, alguma cobertura extra no atendimento médico, ou mesmo um orçamento maior no caso de gastos com remédios. 

Como escolho um seguro viagem?

Sabemos que é muita informação, e todas têm seu valor porque se referem à sua segurança e das pessoas com quem você vai estar viajando. 

Vamos fazer um apanhado do que precisa ser considerado na hora de escolher um seguro viagem

  • Informe o tipo de viagem (turismo, estudos etc.).
  • Certifique-se que a duração da cobertura do seguro é válida desde o primeiro ao último dia da viagem. 
  • Para a seguradora, é preciso avisar se por acaso há o plano de praticar esportes ou atividades radicais durante a viagem.
  • Se for passar por mais de um país durante sua estadia, informe quais são os locais e certifique-se que a cobertura do seguro inclui todas as regiões mencionadas. 
  • Importantíssimo checar exigências em relação à doenças específicas, como assistência em caso de covid-19. Se for o caso, um tipo diferente de cobertura de seguro precisa ser contratado.
  • Quem vai te acompanhar nessa viagem? É uma temporada em que se estará viajando sozinho ou com grupo? Se mais viajantes estiverem com você, há pessoas menores de idade, idosas, grávidas ou com deficiência? Informe isso tudo na hora da contratação.
  • Alguns países pedem cobertura com um valor mínimo de seguro (como na Europa e na América Latina). Não contrate seguros com um valor inferior a esse mínimo.
  • Mesmo em países em que o seguro viagem não é obrigatório, ainda sai mais barato fazer a contratação no Brasil do que correr o risco de arcar com os (possivelmente) altos custos em uma moeda estrangeira. Não dê sorte pro azar! 

Ufa! É bastante coisa, mas pelo menos você tem as informações mais importantes para nortear seu processo de escolha do seguro viagem. Agora você também tem informações para repassar para pessoas queridas que tenham dúvidas sobre o assunto! 

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Até a próxima!

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